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Júpiter e Semela - Gustave Moreau

Júpiter e Semela - Gustave Moreau

Júpiter e Semela - Gustave Moreau. C. 1894

Gustave Moreau foi uma figura proeminente no movimento dos simbolistas, que criou imagens saturadas de misticismo e emoções. Graças às grossas camadas de tinta, sua pintura, representando cenas fantásticas nas quais personagens da mitologia, história e religião participaram, parecia incrustada, quase coberta de pedras preciosas.

Essa tela é típica do estilo requintado de Moro; mostra um jovem Júpiter sentado calmamente em um trono generosamente pintado, indiferente ao semele nu, que se prostrou em seu joelho. Semela pediu a Deus que aparecesse diante dela em todo o seu esplendor divino; de acordo com a interpretação de Moro, ela "ficou impressionada com o paroxismo do êxtase divino" quando viu Júpiter. Ele estava todo enfeitado com pedras preciosas: testa, cabelos, pescoço e peito. Ele apoiou a mão na lira, um atributo incomum para Deus - o senhor do céu, enquanto seu atributo permanente - a águia - estava perdido em algum lugar abaixo.

No pé do trono, Moreau representava figuras simbolizando a Morte e a Tristeza, que explicam a base trágica da vida. Não muito longe deles, sob as asas de uma águia, o grande deus Pan (símbolo da Terra) curvou sua sobrancelha triste. Sombra e pobreza, as figuras misteriosas das trevas, estão aos pés de Pan.


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